Ele saiu do município de São Miguel dos Campos, distante 60 quilômetros de Maceió, na tentativa de realizar um sonho: fazer teatro. Entretanto, Robson Barros deixou a fantasia de lado para traçar o próprio destino. Criou a personagem Paty Maionese e se transformou na maior referência Drag Queen em Alagoas.

“No princípio, vim do interior para estudar teatro, mas eu tive que adiar essa vontade diante da dificuldade em viver dessa arte em Alagoas. Então, eu fui obrigado a procurar alguma coisa pra me profissionalizar e que me oferecesse algum sustento. Com isso, surgiu uma oportunidade de trabalhar com carteira assinada numa empresa de eventos. Fui. Um belo dia, uma amiga me chamou para animar um chá de bebê. Coloquei uma peruca, um salto, uma roupa. De lá, começaram a surgir vários convites. Percebi, com isso, que havia grande necessidade no mercado e decidi aproveitar minha teatralidade assumindo o personagem profissionalmente. No início, tive que abandonar o emprego formal porque estava muito difícil conciliar a agenda, mas como sou uma pessoa inquieta, voltei a trabalhar em uma empresa com carteira assinada”, conta.

Distante dos cílios, do blush e do batom, Robson Barros revela que o maior preconceito emerge do próprio mundo GLS. Ele disse que sua mãe e seus irmãos, no começo, estranharam muito, mas que hoje dão até palpites nos figurinos e que a Paty Maionese se tornou no maior orgulho da família.

“Quando fazemos algo com amor, com dignidade, ganhamos o respeito das pessoas. Nunca percebi nenhum tipo de preconceito nas festas que frequento, é mais fácil encontrar reações adversas entre os gays”, revela.

Hoje com mais de 16 anos de carreira, Paty Maionese é a Drag Queen mais requisitada de Alagoas, com seu humor ágil e inteligente, sem palavrões ou apelações, conseguindo fazer de qualquer comemoração um grande evento.

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